quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O abominável corredor da Le Biscuit.

Não sei se foi por natureza mesmo ou apenas por vontade de ser diferente, mas o fato é que eu sempre detestei bonecas. Quando pequena, gostava mesmo era de jogos, quebra-cabeças, pingue-pongue, livros e, claro, o futebol - que é minha atividade favorita até hoje. Boneca não. Boneca eu detestava e jogava fora. Principalmente aquelas tipo "bebês". Nunca me agradou a ideia de "brincar" de cuidar de um bebezinho.

Para não dizer que não falei das flores, tinha boneca tipo Barbie, uma só, e que eu usava mais para fazer parte da turma de amiguinhas do que pra brincar mesmo. Nas brincadeiras delas, sempre meio chatas, eu nunca fui a esposa do Ken, que fica em casa cuidando dos filhos e esperando o marido chegar do trabalho. Eu sempre era a irmã dessa aí, a solteira que trabalhava e tinha um carro.

Na minha infância do interior fui sempre uma criança muito livre e se não gostava de boneca era porque andava muito ocupada subindo em árvore, jogando bola na rua ou brincando de esconde-esconde. Poucas pessoas entendiam essa minha predileção por atividades esportivas ou que mexiam com a mente, o que me rendeu algumas decepções. Natal de 1998: meu tio que chegara dos Estados Unidos, trouxe presente para mim e para meus irmãos. Eu ganhei uma boneca que fazia som de beijo. Eles ganharam nada mais nada menos que dois carrões de controle remoto e que era a coisa mais legal que eu já tinha visto!

Com o tempo eu fui vendo que a diferença entre meus irmãos e eu não era apenas nos presentes. No tratamento em casa por vezes eu tinha que ajudar minha mãe com as tarefas domésticas enquanto meus irmão brincavam e sempre que perguntava o porquê de só eu ter que ajudá-la meu pai dizia: - Porque você é mulher.

Ouvindo assim parece mais estarrecedor, mas à época, como eu nem tinha muito o que pensar, acabava ficando só com raiva mesmo. Hoje eu vejo que o assunto é um pouco mais profundo que isso.

Minha mãe, por exemplo, sempre trabalhou dentro e fora de casa. Era responsável por tudo, no tempo em que não tivemos empregada doméstica. Desde a arrumação de todos os quartos até perguntar se já tínhamos feito o dever de casa. E se apenas eu tinha de ajudar com algumas tarefas domésticas, hoje agradeço tanto pelo fato de ter aprendido a me virar quanto pelo fato de conviver com a pessoa sensacional que mainha é.

Depois de mais um tempo, no início da adolescência, tudo ficou mais claro - e ao mesmo tempo incompreensível:

"Mariana, venha me ajudar a fazer o almoço."
"Mariana, você não pode ir pra festa com seus irmãos. Seu irmão pode porque é homem. Você é menina."
"Mariana, sente direito."
"Mariana, se você continuar jogando bola vai ficar toda marcada, com as pernas feias."
"Mariana, você não pode namorar. Só depois dos 15 anos e olhe lá!"

E de tanto "Mariana isso", "Mariana aquilo" eu fui incorporando os ditames, as regras, o costume de nossa sociedade machista - mas que não pode ser chamada assim porque as pessoas insistem que não é. Talvez porque se limitam a justificar seus posicionamentos com a singela frase "Mas homens e mulheres SÃO diferentes!". Nisso concordo. São mesmo. Diferenças naturais, biológicas, fisiológicas. Mas diferença de intelecto e de caráter não. Isso é uma coisa só pra ambos os sexos.

Para quem acha que não é machista, proponho um teste simples.

Ande um pouco pelos corredores de brinquedos da Le Biscuit ou das Lojas Americanas na parte de " brinquedos de meninas", aquela parte em que tudo tem que ser necessariamente rosa. Isso. Ande por lá. Olhe os brinquedos.

Dia desses eu fui com minha mãe e minha infância toda voltou à tona. De um lado a outro do corredor uma infinidade de brinquedos que as empresas deveriam ter vergonha de vender: piazinhas de prato pra lavar, fogãozinho, jogo de panelinha, ferrinho de passar e muitos bebês.

A voz amedrontadora gritava no meu ouvido:

"Mariana, cuide do bebê!"
"Mariana, faça comidinha na panela!"
"Mariana, passe a roupa!"
"Mariana, lave os pratos!".

Claro que as crianças não tem culpa alguma em querer brinquedos desse tipo. Deve haver algo de divertido nessas atividades (o que até hoje eu tento descobrir) ou simplesmente devem se sentir melhores ao fazer uma coisa de adulto. Além disso, os brinquedos são representações da realidade do mundo dos adultos. Os super-heróis são adultos e também as princesas. Os carrinhos são representação dos pais. Mas o que sobra pras mães é a representação machista dos afazeres domésticos e suas filhas, coitadas, tem de aprender desde cedo o que devem fazer.

Hoje, no programa "Encontro com Fátima" o assunto era sobre mulheres em posição de liderança. E todas foram perguntadas sobre como era liderar homens, e além disso homens mais velhos. 

Aí eu percebi que ninguém jamais perguntou a um homem como era liderar uma mulher. Para eles é "natural". Para nós não, embora sejamos maioria em diversas profissões.

E o corredor da Le Biscuit, que se limitava a alguns metros, vai mais além do que a gente pensa...


terça-feira, 17 de setembro de 2013

O velho e o horizonte.


O velho sentou-se à frente do mar, observando as ondas. Umas batiam nas rochas e por ali ficavam, gerando uma espuma branca que secava e depois surgia novamente. Outras, livres, apenas quebravam na areia, fazendo a água chegar até o dedão do pé do velho. Água gélida, apesar do tempo quente.

Ficou assim observando as ondas, com aquele tipo de olhar nostálgico e resignado que a maioria dos velhos possui. Depois, fitou o horizonte e pôs-se a pensar no que havia além daquela linha. "Mais água", respondeu à pergunta implícita. Contudo, não queria saber exatamente o que havia naquele horizonte; queria saber mesmo é o que haveria além do seu horizonte, além da linha de sua vida.


Quando pequeno, a ideia de morrer e ir embora deste mundo parecia aterradora. A morte significava o mais pleno exercício da solidão. Sem sua família, seus amigos, seu cachorro de estimação e suas bolinhas de gude nenhum lugar lhe apetecia. Além disso, estaria à disposição de um Deus católico furioso, implacável e de memória tão boa que jamais deixaria passar impune aquela tarde, antes da missa, em que conseguira beber todo o vinho da taça da eucaristia. Sofreria castigos eternos por ter usado o sangue de Cristo como substância entorpecente - e por ter gostado da sensação - e por isso vislumbrava a imagem de um inferno muito quente e de muito sofrimento, do qual Deus e o Diabo eram sócios. Aquele, o juiz. Este, apenas um executor de sentenças.

Num ato inconsciente, enche a mão de terra e deixa que a areia fina caia entre seus dedos, como uma ampulheta a medir o tempo. Misterioso esse prazer estranho da areia fina caindo. Enche a mão com mais areia. Aperta um pouco. E mais uma vez quase todos os minúsculos grãos de areia conseguem retornar sem embaraços ao todo de onde saíram.

Seria sua vida igual àquilo tudo. Seriam sua vida, todos os seus prazeres, seus aprendizados, seus amores, seus afetos e suas construções reduzidos à uma areia fina que agora percebe escapulir entre seus dedos, enquanto empreende uma força tamanha na tentativa de não deixá-los?

A maré começa a encher e a água, agora, toca as pernas do velho.

No lugar em que a água chegou ele pega um punhado de areia e fecha, com força, a mão. Observa, sem qualquer espanto, que a areia misturada com água vira um pequeno bolinho compacto, que não mais se esvai, rolando na palma da mão até que o sol seque a areia novamente.

Conclui que mais triste do que partir para o mistério do horizonte é ver a vida partir de si antes do advento da morte. Percebe, com igual obviedade, que há uma parcela de coisas que não se pode deixar escorrer pelas mãos e que, por isso mesmo, devem ser regadas sempre, todos os dias: nossos amores, nossas famílias, todas as formas de afeto, os sorrisos (para se tornarem perpétuos), os aprendizados de todo dia, as lições que deixamos aos outros, a saudade (que deve ser sempre alimentada antes que se alimente da gente).

Pensando e assim, e olhando os horizontes que aparecem nas lentes gastas dos óculos, parece nada temer. Ao contrário: sente que é próxima a hora de descobrir o mistério, de saber o que se passa do lado de lá (se é que o tal "lado de lá" existe). Não estaria mais só, pois tantas pessoas queridas já cruzaram o aquele horizonte. Quando jovem sempre imaginou qual sentimento moveu os primeiros habitantes desta terra ao verem caravelas se aproximando e ficando maiores no mar. Haveria monstros no seu horizonte? Ou a possibilidade de algo surpreendente? Tudo que se construiu aqui fica, ou só aquilo que foi verdadeiramente semeado? Há um abismo no horizonte? Ou somente há uma ponte?

Era as perguntas que agora fazia a si mesmo, mas nem tentou responder. Voltou a olhar as ondas. Ainda viver para vê-las era algo que também não precisava de resposta. Entre as duas coisas, preferiu a segunda. As ondas sempre continuam: pra elas não há horizonte algum.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O que não é dito.

Pra quê falar alguma coisa,
Se entre nós pesa esse clima,
Esse silêncio das palavras,
De todas as palavras
Que não precisam ser ditas?

Pra eu dizer, enfim
Basta que te olhe.
Palavras e desejos saem inconscientemente dos meus olhos,
Saem junto com minha expiração
E se direcionam a você,
Como se você pudesse senti-las, ouvi-las
Só com teu olhar também.

Ao seu redor elas flutuam no ar,
e dançam,
cada uma com uma cor,
cada uma tentando te falar uma coisa
de tantas coisas que tenho guardado.

Eu queria, na verdade, era que uma delas,
imprudente e desavisada,
te alisasse
depois beliscasse teu braço
se preciso até te desse um tapa na cara.

E assim, quem sabe,
Você ouviria tudo,
Tudo aquilo que eu não preciso dizer.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

História curta de um amor na roça.

Em um dia ensolarado e limpo fomos (re)visitar uns povoados da zona rural de minha cidade. Poeira na estrada, mandacarus na paisagem inteira e aquele barro vermelho que fica na bota e na alma de quem viaja pelo sertão.

Chegamos a um povoado próximo à antiga roça do meu pai, que eu apenas aproveitei na minha primeira infância. O lugar tem um descampado imenso, casas ao redor em formato de "U' e beleza, muita beleza. O sol, quando se põe lá, parece que leva tudo que pode haver de ruim no mundo, deixando o ar impregnado de pureza e ingenuidade.

Batemos na porta da casa de uma família amiga. Apenas a esposa lá dentro. Aquele rosto espantado e feliz ao mesmo tempo.
- Menino, mas são vocês! Quanto tempo! Vamos entrando e não reparem a bagunça não. O Zé saiu ali mas já tá voltando. Querem uma aguinha?

Eu, mesmo sem sede alguma, aceitei. E fiz questão de ir buscar a água no pote de barro. Tirei a tampa e aspirei aquele "cheiro de água". Bebi, sentindo o gosto da água salobra.

Sentamos à mesa da cozinha e meus pais começaram a conversar com ela. Então minha mãe perguntou:

- E cadê sua filha, comadre?
- Oxe, não soube não?
- Não!
- O namorado "carregou"...
- Ah, entendi...

Eu é que não havia entendido nada daquilo. Sequestro? Fuga?

Só depois que saímos de lá é que minha mãe me explicou a história toda.
A filha da comadre namorava um rapaz, ao qual dedicava muito amor. Ele também a amava e queria a todo momento estar junto dela. Só que as famílias demoraram muito em ajeitar o casamento. Então, numa noite de lua cheia, cansados da espera, o namorado foi até o quintal da casa da namorada, a pegou pela mão e a "carregou" para a casa dele.

O detalhe: eles eram vizinhos.

Depois que a família da moça percebeu que ela não havia passado a noite em casa e que provavelmente o amor tinha se consumado, nunca mais questionou seu casamento.

E eu, invejosa que sou, fiquei a pensar em como deve ser bom morar num lugar em que ainda dá pra se deixar carregar pelo amor e depois não precisar dar mais nenhuma satisfação pros outros.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Dá saudade.

A gente tenta até disfarçar
E se fingir de autossuficiente
Mas ninguém consegue negar
A saudade do amor ausente.

Saudade da espera,
Da ansiedade,
E do coração que bate forte,
Mas tão forte,
E tão alto,
Que até faz vibrar a blusa
E gera aquele sobressalto.

Dá saudade de vigiar o telefone,
De ficar boba.
De ficar ridícula,
Mas bem abestalhada mesmo,
Do tipo que acorda cantando,
Suspirando.
Imaginando.

Dá saudade de ouvir "Baladas Românticas" em rádio clandestina.
Com a voz do locutor traduzindo as canções ao fundo.
Dá saudade de agarrar o travesseiro como quem abraça o mundo.
E de fazer versos que caibam em toda rima.

Dá saudade de ver a sombra do amor na penumbra da noite.
De pensar vê-lo na parede do quarto.
De escolher a roupa ao sair para encontrá-lo.
E de receber um beijo na testa que queima
E quase me fere,
Como ferro quente marca o gado.
Dá saudade até do desequilíbrio,
Porque minha vida é toda um norte e um ritmo
E às vezes é bom que alguém venha descompassá-la.

Da saudade de carregar no peito aquele sobressalto perene.
Aquele frio na barriga.
Aquele anseio no coração.
Aquele "Será?" na mente.
Aquele nervosismo ao se entregar.
E depois de tudo ficar percebendo gestos.
Olhando os detalhes da íris.
Velando sono enquanto dorme.

E as cartas.
Os filmes.
As serenatas.
Os nomes em árvore.
Os planos.
Os sonhos.
Os desejos.

Saudade.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Levezas

Sabe uma coisa que eu gosto?

Levezas
Levezas que não podem ser pesadas na balança da feira.

Tem as levezas que são sempre muito leves:
Riso de criança,
Carinho de vó
E coração de gente alegre.

Tem outras coisas que parecem pesar quase o mesmo tanto do mundo.
Com essas eu não quero aproximação:
Medo de perder alguém querido.
Gente que tem prazer em se sentir melhor que os outros.
Solidão.

Mas há algumas coisas na vida
Algumas poucas coisas
que são leves e pesadas ao mesmo tempo.

Quer um exemplo?
Onda do mar é pesada mas também é leve.
Aliança jogada fora é leve mais também é pesada.

Outras coisas eu ainda não sei
Se são pesadas ou se são leves.
Não há como precisar:
Saudade,
Amor à distância,
Poema que se escreve.
Pra esses nem existe balança
Com a qual se possa pesar.



sexta-feira, 5 de julho de 2013

Por um tempo de delicadeza nos concursos públicos.

O sonho da aprovação em concurso público é partilhado por muita gente, de pessoas que passam madrugadas apertando a tecla F5 para ver a divulgação do gabarito a pessoas que choram porque suas notas foram 0,5 pontos menores.
Neste universo estranho é preciso ter dedicação, sorte, paciência e estômago. Explico o porquê deste último.

Lembra daquele coleguinha da 4ª série que não deixava você copiar a matéria pelo caderno dele? Isso, aquele que virava as costas e colocava o caderno do outro lado da carteira para que você, que não conseguiu acompanhar o que era ditado pelo professor, não visse o que ele tinha escrito e não aprendesse a matéria.

Pois é. No mundo dos concursos muita gente é aquele coleguinha da 4ª série.

A gente ouve tanto as pessoas comentarem que a concorrência está cada vez maior, que o mundo está cada vez mais competitivo, que nos tornamos tão mesquinhos e imaturos quanto o coleguinha. Na verdade, desenvolvemos o pensamento de que o nosso fracasso está ligado ao sucesso do outro, e que este, logo, não pode ser querido. Assim, se eu contribuir para o seu fracasso, não emprestando o material, ou me recusando a te passar aquele resumo, eu tenho maiores chances de vitória.

Há poucos dias eu estava em Maceió participando de um curso de formação do concurso para analistas do Tribunal de Justiça de Alagoas. 367 concurseiros se avolumavam nos corredores da ESMAL - Escola de Magistratura de Alagoas e foi lá que eu pude ver de perto o que o concurso público faz com as pessoas.

Ao meu lado, um pessoal começou a conversar sobre o caso de uma moça que foi aprovada em um concurso de Ministério Público, para Promotora de Justiça. Para quem não sabe, são exigidos do candidato que este comprove 3 (três) anos de atividade jurídica, que pode ser a advocacia ou o exercício de qualquer cargo privativo de bacharel em direito. Essa moça, no entanto, não possuía os três anos. Disseram que ela era praticamente recém-formada ou que possuía, no máximo, 1 ano como bacharela.

Resultado: ela passou no concurso para promotora, tirou nota alta em todas as fases. Mas na era de comprovar os requisitos, não tinha os três anos de atividade. Assim, conforme o princípio do "Joga o barro na parede para ver se cola" ela juntou comprovação de seus estágios e outras atividades. Quem sabe poderiam aceitar.

E aceitaram.

Mas uma colega de faculdade representou contra ela no próprio Ministério Público, demonstrando que ela era praticamente recém-formada. Então a moça não tomou posse e perdeu a vaga que tinha conseguido por esforço próprio.

Claro que a aceitação do estágio como atividade jurídica não era lícita, legalmente falando. Provavelmente outras pessoas deixaram de participar do concurso justamente porque não tinham como comprovar esses 03 anos de atividade jurídica. Claro que do ponto de vista jurídico era totalmente legítima a insatisfação com a quebra do princípio da isonomia, a igualdade entre todos.

Mas, analisando tudo sob uma perspectiva essencialmente humana, eu penso: o que leva uma pessoa a querer levar a outra ao fracasso sem motivo algum? Qual a sensação produzida no corpo da delatora, que tornou-a mais feliz com a tristeza da outra?

Essa tensão, essa angústia, esse medo causado pelo concurso público e todo o estresse que antecede a realização das provas parece ter um efeito no próprio sentimento de solidariedade entre as pessoas. Você não precisa passar as respostas para o outro, mas também não precisa ver no outro o seu inimigo, aquele que vai tirar sua vitória.

Se agirmos desse jeito, jamais deixaremos de ser o coleguinha da 4ª série, que não sabe conviver com os outros. Inseguros, imaturos, infantis e mesquinhos, vamos ter raiva pelo sucesso do outro. Vamos rir do fracasso alheio e em vez de ajudar em alguma coisa na qual nos saímos melhor, vamos colocar o pé atrás do outro e aplicar-lhe uma bela de uma rasteira.

Por um tempo de mais delicadeza, devemos sempre lembrar que em qualquer concurso público e na vida como um todo, todos nós só temos um concorrente. Aquele que nos contempla no espelho.